quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

RESENHA: "Invictus"


Ao mesmo tempo que Invictus se baseou em fatos reais para ser feito, gosto de pensar também que rola uma mensagem subliminar nesse nome, considerando o "time" principal por trás dessa produção.

Clint Eastwood + Matt Damon + Morgan Freeman. Imaginar o resultado desse mix já é animador, mas CONFERIR o produto final, ainda mais de uma produção dirigida por C. Eastwood, é sempre demais!

Invictus está naquela categoria "No Limite", "Somos Marshall", etc. Mas o diferencial vem do toque "O Novo Rei da Escócia" que o filme ganha com o enredo girando em torno do recém eleito Nelson Mandela, suas estratégias para uma África do Sul mais unida (considerando seu povo e visíveis resquícios do apartheid) e sua fé quanto a essa união rolar a partir do investimento em um dos esportes mais cultuados do país: o rugby.

Matt Damon é o capitão do time que representa o país e após cruzar com o presidente Mandela percebe que sua tragetória no esporte ganha um significado que vai muito além das obrigações com a liga. É a partir deste encontro que o Springboks ganha, junto com Mandela, o papel de pivô para o início da superação das diferenças que existem entre o povo africano.

Além das comparações que fiz acima acho que penso também no case Avatar. Diretor absurdo + base simples e funcional + ideias originais = filme absurdo. Muito do que vemos em Invictus já foi rodado, mas Clint deu alma própria pro filme ao unir tantas questões relevantes (preconceito, esporte, política, etc) numa só história.

O Peliculofagia recomenda!!



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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

RESENHA: "Premonição 4"

Sim. Eu assisti Premonição 4. Não por acompanhar a franquia, mas porque minha curiosidade me vence toda santa vez que sai uma continuação (ainda mais se eu já tiver visto os anteriores), com excessão de Jogos Mortais, claro.

Nesse caso valeu o confere também pela implantação do 3D, dando uma graça maior a algumas cenas. Os sustos foram elevados a níveis um pouco mais incômodos, e a sensação de levar uma pancada junto com algum personagem do filme faz Premonição 4 valer mais do que os anteriores (desconsiderando o primeiro, que é o melhor).

Apesar de Avatar ainda liderar as salas 3D (o que me fez achar que Premonição sairia só em 2D por aqui) é possível conferir o novo lançamento da New Line (Warner) na tecnologia. Não duvido que esse artifício foi considerado de fato pra poder dar um up no lançamento, pois o enredo continua aquele. A mesma coisa. É.

O filme gira em torno de um grupo de jovens envolvidos num acidente durante uma corrida de Stock Car. O jovem Nick consegue tirar todos os seus amigos do local e presencia, do lado de fora, o realizar das cenas que pressentiu antes que tudo de fato acontecesse.

Durante toda trama Nick tenta evitar que os envolvidos no acidente, segundo suas visões, e salvos por ele, sejam vitimados depois. Os detalhes são copiados das versões anteriores, mas tive a impressão que esse é bem mais frenético, então rolam aqueles acidentes super impossíveis e criativos do início ao fim.

Eu não recomendo um filmes destes. Impossível ser fã de uma franquia tão fraca, repetitiva. Mas caso você simpatize com sustos e sensações que o 3D possivelmente proporciona num filme destes... assista. Até por que essas sensações não são reproduzidas no 2D, então todo "esforço" em cima do filme acaba perdendo o sentido quando se aluga um DVD, etc.

Em resumo: Premonição 4 é um repeteco mais moderno dos três anteriores. Se você quer encarar ou não, a escolha é sua.



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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

RESENHA: "Zumbilândia"

Apesar de estar meio atrasado com essa resenha (não que isto já não tenha rolado nas ultimas, mas...) fiz questão de não deixar essa passar em branco. Temos um exemplo de mistura bem-sucedida aqui e acho que vale a pena comenta-lo.

Zumbilândia é uma comédia, mas uma comédia bem feita, bem produzida, bem pensada. Inspirada nos clássicos filmes de zumbi, parece que este surgiu com uma intenção diferente dos filmes em que os zumbis são os coadjuvantes principais ("coadjuvantes principais"?).



O filme se passa numa América pós-apocalíptica (sim, sempre) e mostra como alguns de seus sobreviventes se viram diante da nova realidade mundial. Eh difícil dar muitos detalhes, o enredo é bem batido, apesar de muito divertido. Digamos que Zumbilândia é uma evolução dos filmes do estilo em forma de comédia.

Recomendamos que abra sua mente, assista o trailer e vá assistir o filme. Não é preciso uma longa resenha pra definir Zumbilândia (isso é bom, nesse caso) então se você curtir filmes de terror não irá se decepcionar. Assim como o fã de comédias também vai se amarrar. E se você for homem, e tiver bom gosto, também vai adorar, porque Emma Stone não aparece todos os dias! Fica a dica.



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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

RESENHA: "Amor Sem Escalas"


"Amor Sem Escalas" é o tipo de filme que chega aos cinemas sem mostrar exatamente para o que veio. Divulgação pobre e sem sentido, considerando o elenco e direção. Mas óbvio que nada disso me privou de ir assistir um trabalho realizado por figuras como George Clooney e Vera Farmiga, e assinado por Jason Reitman (Juno).

E não deu outra. Ótimo filme, com ótima história, presença mais que marcante de George Clooney e produção do jeito que tem que ser: simples, direta e de muito bom gosto. Ok que o reteiro (originalíssimo nos detalhes) ajuda muito. O filme caiu em boas mãos e tudo correu do jeito que a história merece.


O filme mostra os passos (vôos, nesse caso) de Ryam Bingham, que trabalha numa empresa especializada em realizar demissões. Sim! Idéia louca o suficiente (não que eu duvide que isso exista de fato) pra render um enredo com bom drama, comédia, romance. Tudo junto e muito bem misturado.

Pra quem está acostumado com o estilo do Jason Reitman, e acha que vai ver outro Juno, se engana. Apesar das características do diretor, envolvidos em inúmeros trabalhos de peso, o filme consegue ser diferente das outras produções em seu currículo e de obras semelhantes que vemos por aí. Mas, assim como Juno, os diálogos muito bem construídos ainda se fazem presentes, tornando certas cenas ainda mais completas.

Eis que uma agradável e recomendadíssima surpresa se faz presente nas salas brasileiras.


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RESENHA: "Avatar"


Começo este texto dizendo que é sempre muito difícil pensar em comentar certos filmes. Avatar é uma produção minuciosamente pensada por JC (o James Cameron, no caso), dono de ideias que revolucionaram o cinema, e eu sou um nerd cinéfilo que não consegue deixar de se pronunciar diante de tal obra, ou outras tão significantes quanto.

Demorei mais de um mês para conseguir saúde suficiente para comprar o ingresso antecipado (já que chegar, comprar e assistir de cara é luxo fora de cogitação no caso de Avatar), esperar o dia chegar, etc. Um belo dia tomei coragem, perdi a paciência, e fui a bilheteria da minha sala favorita sondar as possibilidades. Para a minha surpresa rolava assentos (em péssima localização) livres na sessão que rolaria em algumas horas. ARREMATEI! RÁ!

Apesar de estar num assento mal localizado eu fiz questão de abstrair tudo e curtir o filme. E curti! Logo no início já é possível entrar no clima e sentir, de leve, que tem coisa boa vindo. Mesmo com todo o revival no estilo Tropas Estelares/Star Treck/Star Wars/etc percebe-se as particularidades, o cuidado com as cores, efeitos e figurino que não se assemelha (tanto) com outros filmes futurísticos.

O enredo tem uma base bem batida. Mas acho que isso é inevitável (se for só a base, base MESMO). A parte boa é que JC pega essa base e a eleva de forma inteligentíssima, mesclando o cuidado, apuro nos detalhes e apelo pop da história. Resultado: a criançada curtiu, a marmanjada curtiu e a coroada também. Tem sempre o teimoso que vai dizer "Po, é tipo Pocahontas.. só que todo mundo é azul!", mas esse é aquele que assistiu todos os clássicos contemporâneos e continuou preferindo Velozes e Furiosos.

A parte visual do filme é demais, e o 3D aparece só quando necessário, o que acho perfeito. Nada de pedrinha pulando pra fora da tela ou lances desnecessários gastando a tecnologia. Afinal eu acho que filmes em 3D só devem usar o 3D assim, nos detalhes. Claro que em Avatar ele ajuda nas texturas, profundidades, mas isso passa "despercebido" e dá a chance do filme brilhar mais do que a tecnologia utilizada.

Resumindo: o filme que mais lucrou em bilheterias ao redor do mundo. Abraços a todos envolvidos.




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domingo, 3 de janeiro de 2010

RESENHA: "Encontro de Casais"


O filme conta com personalidades conhecidas por diferentes obras e juntos conseguiram um esplêndido resultado e ajudaram a produzir um pipoca/comédia romântica de nível bem satisfatório.

Na maioria das produções deste estilo ve-se muito descaso, pouco compromisso com os detalhes e é tudo sempre focado demais nas piadas. Neste filme a coisa muda, pois o cuidado com detalhes na historia, locações e etc, é de alto nível.

O filme relata a história de quatro casais que se isolam num resort dedicado em ajuda-los a melhorar suas relações. Como nem todos ali sabem extamente o que esperar, as surpresas e descobertas de tudo por trás do esquema deste resort acaba se tornando o principal foco do filme.

O equilíbrio da atenção dada para cada ator é notável, mas é difícil não se acabar com as tiradas de Vince Vaughn. O cara consegue medalhar cada cena em que aparece, seja com ou sem o brilho do rapazinho que interpreta seu filho mais novo.

O filme tem um ritmo perfeito, sem queda na produção de cenas engraçadas, e todos os coadjuvantes acrescentam bastante em cada uma de suas aparições. Aliás, são os próprios coadjuvantes que ajudam a tecer as melhores cenas, como a do já épico duelo de Guitar Hero (spoiler.. Agora já era).

No final das contas o que prevalece são as risadas, que acabam sendo muitas. Elenco masculino competente, elenco feminino MARAVILHOSO e cast de coadjuvantes completo, além de um criativo roteiro. Temos uma boa comédia aqui!


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

RESENHA: "Revolutionary Road"


A incompatibilidade dos excêntricos com a felicidade sempre é um bom subsídio para a filmografia cult. Essa eterna distância de algo que parece tão simples, de uma felicidade que parece tão tátil, mas em verdade é absolutamente fluida, é a temática de um filme incrível e pouco repercutido de Sam Mendes, o mesmo diretor de filmes mais estridentes como "Beleza americana" e "Soldado Anônimo", por exemplo. Aqui, em "Revolutionary Road" - título orginial de "Foi apenas um sonho" - ele mastiga e cospe, cruamente, todas as mazelas de um casamento debilitado por uma crise sem proviniência visível, dado todo um arcabouço social e lógico para que ela não exista.


Baseado num homônimo do já falecido Richard Yates, e ambientado na Connecticut dos anos 50, "Revolutionary road" - e aqui prefiro usar o título original por pensar que ele veste melhor a idéia do filme que o título em português - conta a história do casal April e Frank Wheeler, muitíssimo bem interpretado pela bela e forte Kate Winslet e por um amadurecido e fleumático Leonardo de Caprio. Desde o primeiro encontro dos dois, o filme já desponta que não se renderá à nenhuma tentativa de facilitar a compreensão do público sobre o drama conjugal vivido pelos prontagonistas. É após uma revolucionária mudança para a rua onde mora o casal, que dá título ao filme, que April sente uma progressiva insatisfação com a vida que a rodeia, desejando se mudar para Paris, mesmo até para saciar seu vazio de vida; o que entra em atrito com a opinião do marido. E tudo fica no plano macilento da compreensão, tangendo o limiar da insanidade.

É percorrendo a linha tênue entre a capa que blinda a intimidade de April e Frank e o marasmo existencial dos dois que o filme se desdobra. Ela ansiava pela carreira de atriz. Ele era empregado de uma empresa de computadores em franca ascensão, o que lhe garantia estabilidade financeira para si e sua família. Com todas as peças de xadrez no lugar, o difícil é o jogo não funcionar; justamente o que ocorre. Pelos motivos mais ínfimos, eles travam longas, ofensivas e dolorosas brigas, não demonstram afeto pelos filhos pequenos - que muito constantemente são jogados pra escanteio durante quase todo o filme -, e a infidelidade é apenas um detalhe irrelevante num matrimônio aos pedaços.

Os coadjuvantes não poderiam ser menos brilhantes. Kathy Bates vive a bonachona e invasiva Helen Givings, juntamente com seu filho, o louco John Givings, este que, nas visitas à residência dos Wheeler, desenvolve um prazer comezinho de vomitar sobre eles toda a verdade que os outros não conseguem ver.

Sam Mendes novamente reafirma, com "Revolutionary Road", que é a partir de um bom roteiro, ótima fotografia, atores talentosíssimos e um profundo mergulho no recôndito da mácula - o mal na arte - que está a fórmula certa para um filme simples e excelente.

Bom filme!

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

RESENHA: "A Verdade Nua e Crua"


Gerard Butler e Katherine Heigl andam meio que especialistas na arte de integrar comédias românticas. Posso até dizer que agora sim Gerard largou o estigma de Leônidas, que eu jurava que o perseguiria pra sempre.

Apesar de tudo o filme agrada. Estrando numa semana de filmes fracos "A Verdade Nue e Crua" vale o ingresso e garante boas risadas em meio a piadas machistas e situações bem itneressantes criadas por Mike, personagem de Gerard.

Admito que não sou muito fã da versão "bonitão descolado" de Gerard, apesar da aparente prefência dele por papéis assim. Depois de ver "300" realmente imaginei que a partir dali o veríamos em participações com mais profundidade, o que não ocorreu. Mas mesmo assim ele usa todo o talento que tem. Impossível não se identificar com seu personagem em "A Verdade Nue e Crua".

Katherine Heigl, além de usar o prestígio que adquiriu em "Gray's Anatomy", também tem seu crédito. Mulher linda e engraçada, responsável por vários dos melhores momentos do filme. Aliás, se o lance é ser loira, gata e boa atriz, acho que Scarlett Johansson tem muito a aprender com Katherine que manda super bem na interpretação de personagens cômico (apesar do contraste devido ao seu lado dramático em "Grey's...") e tem ótima expressão corporal, caras e bocas etc.

Não creio que assistir este filme vai mudar a vida de alguém, mas vai com certeza abrir os olhos pra certos fatos existentes em qualquer relação!


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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

RESENHA: "A janela aberta", "A voz da felicidade" e "Palíndromo"











Hoje eu tenho uma surpresa para os peliculofágicos, e ela vem em dose tripla! Acontece que venho alimentando, nos últimos dias, um hábito nada saudável de dormir desconfortavelmente o sofá da sala - meu pescoço grita "SOCORRO!" - afim de pegar a (boa) programação do Telecine Cult, que teima em passar nesse ingrato horário que compreende das 4 às 6 da manhã - e no dia seguinte a expressão cadavérica denuncia uma cinemaníaca. Acontece que as resenhas que vocês lerão agora vem de outro canal, e são brazuca.

Há muitos curtas bunda por aí, mas há uns bem geniais. E tive a sorte grande de ver, na seqüência, 3 curtas incríveis, que têm, no máximo, 11 minutos e conseguem passar sua mensagem com admirável firmeza. E são eles, respectivamente, "A janela aberta", "A voz da felicidade" e "Palíndromo". O primeiro traz um intrigante/intrigado Enrique Diaz num amálgama cronológico que, à medida que cresce sem encaixe, vai arquitetando seu previsível, e mesmo assim interessante epílogo. "A voz da felicidade" satiriza, com uma generosa dose de escárnio, os programas de autidório descaradamente à Chacrinha, quando insere, numa perspectiva contrastante, uma mulher à beira do suicídio que costura um papo bizarro com um apresentador alheio à sua dor do outro lado da linha. E, pasmem, é um curtinha que já tem 22 anos. Não menos brilhante é "Palíndromo", que se desenvolve todo calcado na semântica do próprio título quando refaz, em slow backwards, um dia de cão vivido por um executivo numa cidade que não discerni se é o centro do Rio ou de São Paulo. A maestria de "Palíndromo" mora na completa inalteração de sentido característica da palavra, que conduz o monocromático curta com densidade.

Confesso que não sou fã absoluta de curtas, mas esses me chamaram a atenção pela boa direção e a capacidade de tornar o desespero humano em arte. Ponto pro cinema!
Bons filmes!

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NOVIDADE: Todd McFarlane trabalhando em novo filme para "Spawn"

Depois de optar por não mais participar ativamente na produção das histórias de seu personagem mais famoso Todd revelou que planeja lançar um novo filme e inclusive já teria começado a escrever a trama.

Em junho Todd já dava pistas de sus intenções em relação a este assunto, inclusive mencionou querer a participação de Leonardo DiCaprio como policial que acaba se envolvendo no mundo de Spawn.

Admito ter sido fã das primeiras edições da revista, antes que as histórias se perdessem. Fato que, caindo dentro, este personagem renderia um filme IRADO. Mas depois de já ter tentando uma vez (sem sucesso?) será que vale a pena um possível reboot? Ou um possível qualquer coisa?

(trecho abaixo editado)

Pelo o que o próprio Todd anda dizendo em seu twitter parece que o tom da história vai ser mais voltado pro público adulto. E ao que tudo indica não haverá reboot e nem continuação. O roteiro será baseado num capítulo a parte ao que rolou na primeira produção.

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